Travestis e transexuais na escola: desafios para o acesso, permanência e sucesso
9 setembro 2020 | 13h30 | Presencial e Online

 

 

Sala C4.02, Ed. II, Iscte

 

Transmissão Zoom

Link: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/98270867234

Meeting ID: 982 7086 7234 

 


Travestis e transexuais na escola:

Desafios para o acesso, permanência e sucesso

 

Luma Nogueira de Andrade

Investigadora Visitante CIES-Iscte
Unidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB

 

 

 


 

"Esta pesquisa teve por objetivo desvendar as resistências e assujeitamentos das jovens travestis e transexuais na escola. Evidencia-se o uso de táticas que as jovens/estudantes/travestis e transexuais fazem para burlar a disciplina e o controle e produzir linhas de fuga para o acesso e a permanência no espaço escolar.

 

Como as estudantes travestis e transexuais se movem na ordem normativa da escola?

Como constroem sua experiência de ser jovem travesti na escola?

Quais as possibilidades de resistência diante desse ciclo de interdição e práticas reguladoras do sexo existentes na instituição escolar?

 

Para realizar a investigação, fez-se um levantamento do número de travestis e transexuais matriculadas em escolas de Ensino Médio da rede estadual de ensino do Ceará-Brasil, que orientou a escolha de três escolas para aplicação de questionários com alunos(as), professores(as) e gestores(as). Para o aprofundamento dos dados, desenvolvemos uma pesquisa de caráter etnográfico e foi estabelecido um diálogo com autores como Foucault (1987), Certeau (1994), Vale (2005), Benedett (2005), Silva (2007), Kulick (2008), Pelúcio (2009). A negação das travestis e transexuais no espaço da sala de aula resulta no confinamento e na exclusão, que as transformam em desviantes e indesejadas. Quando isso ocorre no ambiente escolar, a pressão normalmente é tão intensa que impele as travestis e transexuais a abandonar os estudos, sendo disseminada a falsa ideia de que foi sua própria escolha. Esta justificativa tenta mascarar o fracasso da escola em lidar com as diferenças, camuflando o processo de evasão involuntária induzido pela escola. As travestis e transexuais pesquisadas se assujeitam e resistem para poder sobreviver. Em alguns momentos, elas sucumbiram “ao peso de forças adversas”, mas também conseguiram gozar “as alegrias da solidariedade”."

 

 

 

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